Brasil: é hora das reformas

O titulo acima foi tema de nosso 3º Congresso Nacional. Aprovamos nossas resoluções que estão reunidas no caderno “Resoluções do 3º Congresso Nacional Ordinário da UGT”, distribuído para todas e todos. Dentre as várias e importantes resoluções aprovadas, temos elencadas uma série de reformas que achamos importantes como indicativas de linhas de ação e forma de nos organizar, para atacar os diversos problemas colocados na ordem do dia em todas as esferas que dizem respeito aos trabalhadores, aos sindicatos e para a sociedade brasileira.

Com o mesmo objeto preconizado em nossas resoluções, mas não de igual conteúdo imaginado em nosso congresso, hoje temos várias propostas de reforma emanadas do poder executivo que merece de nossa parte avaliação, discussão e posicionamento. Relativamente a Reforma Trabalhista, a UGT teve êxito quando conseguiu evitar que fosse implantada por meio de Medida Provisória.

Como Projeto de Lei, independente de apoiar ou não, o poder legislativo é um espaço democrático em que a UGT pode e deve atuar propondo modificações e/ou inclusões de interesse dos trabalhadores como também atuar junto aos parlamentares no sentido de fazer lobby em relação a sua votação. Para tanto são necessárias compreensão como também atuação junto à sociedade. Enfim tudo aquilo que é previsto no jogo democrático e também numa sociedade moderna onde o dialogo social tem o poder de obrigar o legislativo fazer o que tem que ser feito como também não nos deixar sozinhos, o que nos enfraquece.

Por outro lado, nas ultimas semanas tivemos vários fatos que atingem diretamente a estrutura sindical. Presenciamos a quase votação do projeto de lei do senador Petecão que acabava com a contribuição sindical. Não podemos entender como um fato isolado uma vez que diuturnamente a mídia tem divulgado textos e artigos que dizem respeito à organização sindical, nenhum em sua defesa. Percentual razoável de rejeição que aparece em relação ao movimento sindical decorre principalmente de problemas de comunicação. Não se trata de tecnologia e sim de termos mais inserção na sociedade.

Podemos continuar nos defendendo apenas pontualmente, mas é uma forma perigosa. É importante construirmos uma estratégia e para tanto a UGT procura se aparelhar. Contamos com o suporte de um Instituto que nos apoia nas questões pontuais como também nas estratégias. Fundamental para podermos agir é conhecer e para tanto temos trabalhos desenvolvidos sobre os grandes temas que hoje estão em discussão. Não são propostas e sim sugestões, mas principalmente um material rico em analise que vai permitir ao dirigente poder participar de reuniões em qualquer fórum com mais conhecimento, podendo assim se posicionar, ou melhor, ajudar a UGT a se posicionar, não dependente somente de análise de terceiros.

Espero que façam bom proveito do material que ora encaminhamos!

Saudações Ugetistas

Ricardo Patah
Presidente